Meeu!

Vamos fazer um experimento mental. Imagine que você está no canto de uma sala vazia. No meio existe um – e apenas um – brinquedo. Pode ser da forma e com as cores que você quiser. Agora imagine que chegam duas crianças da mesma idade nessa sala. Elas vem meio tropeçando em direção ao centro, avistam o brinquedo, e… O que acontece?

Bom, vou te contar como eu imagino o final dessa história. Não preciso de muito tempo, na verdade. É simples. As duas se olham. Enchem o pulmão de ar e gritam para toda a vizinhança ouvir “MEEEEUU!!”.

E você? Imaginou a mesma coisa? Pode ser que sim, ou pode ser que não. Mas você certamente vai concordar comigo quando disser que essa imagem ilustra muito bem a tendência egoísta do ser humano. Queremos tudo para nós. É difícil colocar o outro em primeiro lugar. Nós, cristãos, até tentamos viver isso, mas, sejamos sinceros, nem sempre é tão fácil.

A história que é contada em 1 Reis 21 é um exemplo perfeito desse tipo de comportamento. Acabe, rei de Samaria, tem a brilhante ideia de tomar para si as vinhas de um camarada chamado Nabote. Essa terra ficava do lado de seu palácio e serviria muito bem como uma horta privada do chef do rei. Em um primeiro esforço de realizar seu desejo, ele faz uma proposta a Nabote. “Em troca eu darei a você uma vinha melhor ou, se preferir, eu pagarei, seja qual for o seu valor” (v.2), diz ele. A resposta: “O Senhor me livre de dar a ti a herança dos meus pais!” (v.3).

Contrariado, Acabe volta para casa. Logo, logo sua mulher, Jezabel, percebe seu semblante aborrecido e pergunta o que houve, ele conta a história a ela e o que se segue é um plano maquiavélico para assassinar Nabote e tomar as terras a força.

É nítido que esse texto evidencia o egoísmo humano. Mas escondido por trás dos nomes, ele também mostra a inveja que o nosso inimigo tem de nós. Olhe o primeiro versículo desse texto.

 

“Algum tempo depois houve um incidente envolvendo uma vinha que pertencia a Nabote, de Jezreel. A vinha ficava em Jezreel, ao lado do palácio de Acabe, rei de Samaria.”

(1 Reis 21.1)

 

Esse texto, em especial a expressão marcada, é a chave para o que eu vou te dizer em seguida. Nabote em hebraico significa “frutos” e Jezreel, “Deus planta”. Quando o autor coloca “Nabote, de Jezreel” junto, ele forma no hebraico uma expressão equivalente a “os frutos que Deus plantou”. Com isso em mente, vamos a João 15.

 

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.[…] Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.[…] Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e será concedido.”.

(João 15.1,5,7)

 

Entendemos aqui que os frutos que produzimos na nossa vida só são possíveis porque um dia Deus plantou Jesus – a videira – e nos fixou como ramos dele. Dessa forma, podemos dizer que a expressão destacada em 1 Reis simbolicamente diz respeito aos frutos que nós temos produzidos: maturidade espiritual, saúde plena, prosperidade, etc.

Deus cuida da nossa vida do mesmo jeito que o agricultor cuida dos frutos da sua plantação. Por isso, quando Acabe e Jezabel – a quem meu pai deu o apelido de “Diabo de saia” – arquitetam a morte de “Nabote, de Jezreel”, Deus fica tão furioso. Simbolicamente este era um ataque a todos os ramos da sua vinha. Olha o que Ele fala a partir do versículo 21.

 

“E ele diz: “Vou trazer desgraça sobre você. Devorarei os seus descendentes e eliminarei da sua família todos os do sexo masculino em Israel, sejam escravos sejam livres.” […] E acerca de Jezabel o Senhor diz: “Os cães devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel. Os cães comerão os que pertencem a Acabe e que morrerem na cidade, e as aves do céu se alimentarão dos que morrerem no campo”.

(1 Reis 21.21,23-24)
Portanto, ainda que o mundo ao seu redor esteja uma loucura – violência, crises, etc – tenha confiança que Deus é quem cuida de você. Não importa o que esteja se apresentando na sua vida para tentar matar seus frutos, Deus te coloca debaixo de Suas asas e te guarda (Sl 91.4). Sua saúde, sua vida financeira, sua família, seus negócios, seu ministério, todas as áreas da sua vida são guardadas por Ele. E ai do “coisa ruim” se tentar armar alguma coisa contra você. Vai ter um destino pior que o de Jezabel.

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Amor é entrega

Era sexta-feira, aproximadamente 20h. Eu tinha acabado de sair da empresa e, como bom trabalhador, tinha conseguido pegar um bom lugar no ônibus. Chamo de “um bom lugar” porque ele era, digamos assim, estilizado. Não era apenas um lugarzinho com estofado azul, mas um assento individualmente decorado por um cidadão-artista misterioso com a frase: “Amor é entrega S2 não delivery”.

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De início aquela frase não me pareceu algo demais. Só mais uma pichação em um banco de ônibus… Até que o texto de João 1:17 me veio a memória:

“Pois a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo.” (João 1:17)

Depois disso, aquela frase não era mais só uma pichação, mas um resumo surpreendente de tudo que eu tenho vivido e aprendido nos últimos anos.

Quando olhamos para a história da Lei no Monte Sinai percebemos que Moisés é quem se move em direção a Deus. Quão simbólico é esse movimento? Ele ilustra, desde seus primeiros momentos de existência, o modus operandi da antiga aliança: você corre atrás do Deus Soberano. Era sempre assim, Deus se colocava em um lugar inalcançável de santidade e pureza e Israel tentava, ano após ano, dar um passo para mais perto d`Ele.

No entanto, o relacionamento entre Criador e Criação não foi originalmente fundamentado nesse modelo de “delivery”. Em que um cidadão – no caso Moisés – fica subindo e descendo o Sinai com um catatau de leis, regras e maldições. O que muitos não conseguem entender é que a Lei foi uma solução TEMPORÁRIA. Ela nunca foi planejada para ser o modelo definitivo de relacionamento entre Deus e o Homem. Quer ver?

“Por isso, quando Cristo veio ao mundo, disse: ‘Sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste; de holocaustos e ofertas pelo pecado não te agradaste. Então eu disse: Aqui estou, no livro está escrito a meu respeito; vim para fazer a tua vontade, ó Deus”. (Hebreus 12:5-7)

Esse texto de Hebreus sempre me impressiona. Pra mim é impossível ficar mais claro. Deus não queria aquele monte de sacrifícios e ofertas. Ele já havia preparado um corpo para Jesus. Inspirou profecias em cima de profecias a respeito d`Ele. Desde o começo de tudo a passagem de Jesus – ida e volta – já estava comprada e o check in feito. A ideia nunca foi que nós corrêssemos atrás de Deus. Antes, no seu infinito amor Ele se dispôs a vir atrás de nós. Este é o modelo definitivo para nosso o relacionamento com o Pai: Ele veio atrás de nós, Ele nos alcançou, Ele nos abraçou e, por isso, escolhemos viver colado n`Ele e segui-lo por onde Ele quiser andar.

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu [entregou] o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Amor é sobre o sacrifício da Cruz. Amor é sobre o Pai correndo em direção aos seus filhos e filhas. Amor é sobre Jesus vestindo um corpo humano e vindo em nossa direção. Amor é entrega, não delivery.

Entenda de uma vez por todas que Jesus te amou primeiro. Ele entregou tudo que tinha por você. Tudo que você precisa fazer é se render ao amor d`Ele e se deixar ser abraçado. No final das contas isso é o Evangelho: ser amado e estar perto do Pai. Nada de regras ou leis. Apenas ser amado e estar perto d`Ele.

Que fome!

Está para nascer um povo tão esfomeado quanto os “crentes”. É sério! Qualquer lógica de cálculo de comida falha quando o evento é organizado dentro da igreja. Dois quilos de coxinha viram dez, três garrafas de refrigerantes viram alguns engradados. E por aí vai…

Diante disso, eu fico imaginando o tamanho do problema que Jesus teve quando uma multidão de 5 mil homens, fora mulheres e crianças, começou a se agitar esperando um  coffee break no meio do nada. Essa história está registrada em Marcos 6.

Tudo começa com Jesus levando seus discípulos para uma região isolada, onde pudessem botar os pés para o alto e descansar um pouco. No entanto, uma grande multidão descobre o plano de Jesus e decide lhe fazer uma pequena surpresa.

 

Quando Jesus saiu do barco e viu uma grande multidão, teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (v.34).

 

As horas foram passando e o povo, como bons cristãos, ficando com fome. “Cadê o garçom?”, gritava um senhor notavelmente barrigudo no canto esquerdo. “Ah, acho que vou desmaiar de fome!”, anunciava outra senhora em tom teatral do outro lado. Com certeza Jesus estava em uma bela enrascada.

 

Então Jesus ordenou que fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde. Assim, eles se assentaram em grupos de cem e de cinquenta.Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, entregou-os aos seus discípulos para que os servissem ao povo. E também dividiu os dois peixes entre todos eles. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.” (vv. 39-43).

 

Quero concentrar em duas frases que acrescentam uma nova dimensão a esta história maravilhosa. São elas: “porque eram como ovelhas sem pastor” e “fizessem todo o povo assentar-se em grupos na grama verde”. À primeira vista elas parecem completamente desconectadas. Mas olhe com cuidado e verá uma mensagem escondida  nelas. Veja como começa o Salmo 23:

 

“O Senhor é o meu pastor; de nada terei falta.

Em verdes pastagens me faz repousar

e me conduz a águas tranquilas;” (Salmos 23:1-2)

 

Percebe agora a relação entre essas duas frases? Quando o povo estava carente de um pastor, Jesus se apresentou como o “bom pastor” (João 10:11) e os colocou sentados na grama verde. A história da multiplicação dos cinco pães e dois peixes é muito mais que um milagre. É um anúncio de que Jesus é o cumprimento do Salmo 23!

Muitas vezes nos limitamos a achar que este Salmo é apenas um poema. Nos admiramos com a sua beleza, mas duvidamos que ele seja real na nossa vida. Gostamos de recitá-lo em voz alta na igreja, mas duvidamos do seu efeito no meio da crise. Pois bem, deixe-me te dizer hoje que esse Salmo já foi cumprido. Deus fez questão de conduzir milhares e milhares de pessoas a um lugar isolado para nos mostrar que o Salmo 23 É PARA VALER!

Seja na situação que for… Seja na crise ou na prosperidade, na falta ou na escassez, no pouco ou no muito, o Senhor é o seu pastor e nada te faltará. Ele já fez isso uma vez e é capaz de repetir tantas vezes mais quantas forem necessárias por você. Não será nem a primeira e nem a última vez. Apenas assuma uma posição de descanso na grama verde e confie que Ele há de prover tudo o que você precisa.

O Deus de seu pai

Deus se apresenta com vários nomes diferentes ao longo da história. Não só nomes próprios – Elohim, Adonai, Jeová – mas também algumas figuras de linguagem – “o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi” (Ap 5:5), “a rosa de Sarom, o lírio dos vales” (Ct 2:1). A lista é imensa! Neste texto, quero olhar uma expressão que faz parte do dicionário “Crentês” quando o assunto são os nomes de Deus.

A história se passa com Moisés durante seus anos de pastor no deserto. A Bíblia conta em Êxodo 3 que Moisés estava levando as ovelhas de seu sogro para dar um rolé quando dá de cara com uma árvore em chamas. Ao contrário do que era de se esperar, a sarça estava pegando fogo mas não queimava. E, mais inesperado ainda, o Anjo do Senhor – que é Jesus – estava no meio do fogo. A partir daqui se desenrola um diálogo que começa mais ou menos assim:

“Então disse Deus: “Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é terra santa”. Disse ainda: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”. […]” (Êxodo 3:5-6)

A expressão “Deus de Abraão, Isaque e Jacó” faz parte do dicionário de nomes de Deus. Até aqui nenhuma novidade. Mas leia o texto com calma. Existe uma parte do “nome” que sempre fica de fora: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó”.

Por algum motivo a gente tirou o pai de Moisés da história e eternizou apenas os três mosqueteiros Abraão, Isaque e Jacó. Talvez porque o pai de Moisés não tenha sido tão relevante assim para o povo de Israel. Ou talvez porque ninguém de fato saiba o nome dele. Ou talvez pelos dois motivos juntos.

O pai de Moisés é apresentado em Êxodo 6:20. Seu nome é Anrão, que significa “um povo elevado” ou “um povo que é levado a um lugar mais alto”. Uau. Isso que é nome profético! O pai de Moisés aponta para a Igreja, aponta para um povo que seria salvo pelo sacrifício de Jesus e levado à regiões celestiais. Aponta para você e eu! Olhe o que está escrito em Efésios 2:6.

“Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2:6)

Quando Deus escolhe se apresentar como o “Deus de Anrão” é porque profeticamente Ele estava se apresentando como o seu Deus. Você foi levado a lugares celestiais, você é o “povo que foi levado a um lugar mais alto”. Mais do que o Deus dos grandes patriarcas, Ele é o seu Deus!

Deus não quer ser apenas uma divindade para você. Ele não quer que você o veja como o Deus de outra pessoa. Ou como um Deus qualquer. Ele quer ser o Seu Deus. Ele quer desenvolver um relacionamento único e íntimo contigo. Ele quer suprir a suas necessidades. Ele quer realizar o seus sonhos. Ele quer completar aquilo que falta em você. Ele é o seu Deus!

E Ele está dentro de você. Gaste tempo descobrindo quem o seu Deus é. Como Ele quer se revelar na sua vida. Desenvolva um relacionamento próprio com Ele: o Seu Deus, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

“Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu […]” (Cântico dos Cânticos 6:3)

Acendedor de sacrifícios

Sabe aqueles momentos em que tudo está dando errado? Aqueles dias em que as notícias ruins insistem em aparecer. Aquelas consultas com o médico sobre um diagnóstico que você temia. Aquela conversa “não é você, sou eu” com seu/sua quase-ex-parceiro(a). Aquele extrato do banco que parece nunca sair do vermelho. Então, sabe do que estou falando?

Pois é… Como continuar a acreditar que Deus é a nosso favor nessas horas? Uma pergunta justa, eu diria. Cuja resposta deve estar gravada definitivamente dentro de nós.

Para falar sobre isso, quero olhar para a história de Gideão. Naquela época, Israel havia sido dominado pelos midianitas e viviam uma sofrência só. Era no nível das pessoas se esconderem em cavernas e terem todas as suas plantações destruídas. E, vamos lá, não é legal ter que comprar o café da manhã na Padaria do Arqui-inimigo.

Neste momento Gideão aparece na história – apavorado e tentando fazer um caixa dois de trigo. O Anjo do Senhor – que é o próprio Jesus – aparece logo em seguida dando bom dia, chamando Gideão de “poderoso guerreiro” e falando que ele vai liderar a libertação de Israel. Não preciso nem dizer que o cara surtou, né?

Pulando partes da conversa que segue tudo isso, chegamos a Juízes 6:17, que diz:

 

“E Gideão prosseguiu: “Se de fato posso contar com o teu favor, dá-me um sinal de que és tu que estás falando comigo. Peço-te que não vás embora até que eu volte e traga minha oferta e a coloque diante de ti”. E o Senhor respondeu: “Esperarei até você voltar”.

Gideão foi para casa, preparou um cabrito e com uma arroba de farinha fez pães sem fermento. Pôs a carne num cesto e o caldo numa panela, trouxe-os para fora e ofereceu-os a ele sob a grande árvore.

E o Anjo de Deus lhe disse: “Apanhe a carne e os pães sem fermento, ponha-os sobre esta rocha e derrame o caldo”. Gideão assim o fez. Com a ponta do cajado que estava em sua mão, o Anjo do Senhor tocou a carne e os pães sem fermento. Fogo subiu da rocha, consumindo a carne e os pães. E o Anjo do Senhor desapareceu.” (Juízes 6:17-21)

 

“Ah é? Então Você está dizendo que está comigo? Que é ao meu favor? Que não importa o inferno astral rolando na minha vida? Então me dê um sinal!”. Essa foi a reação de Gideão. E essa seria a minha reação também, para ser bem sincero. Mas uma coisa me chamou a atenção nessa passagem e é sobre ela que quero falar.

Perceba a natureza do acordo de Gideão. Ele saberia que Jesus era a seu favor se aceitasse o sacrifício. Por isso, no desespero de aprontar o cordeiro e os pães rápido o suficiente para Jesus não se entediar e voltar aos Céus, Gideão volta para sua casa. Ele simplesmente abre mão da presença de Jesus para preparar o sacrifício.

Agora note o que acontece em seguida: Gideão volta, prepara tudo e… JESUS BOTA FOGO NO SACRIFÍCIO. Pera lá! O sacrifício era de Gideão, Jesus. Que que você tá fazendo? Ele que deveria acender a fogueira!

Não. O sacrifício não era de Gideão. Assim como também não é nosso. A mensagem que eu percebo aqui é: o único sacrifício que importa é o sacrifício de Jesus Cristo – a Cruz. Esse sacrifício é a garantia que temos de que Deus é a nosso favor. Ele entregou o Seu único filho em uma cruz! Entregou o que tinha de mais precioso, o que mais amava! Entregou parte de si mesmo para morrer uma morte indigna, cruel e amaldiçoada! Embora Gideão não entendesse tudo isso, Jesus estava falando profeticamente que a Sua morte é a garantia final para a Graça e o Favor de Deus.

Por que então continuar perguntando se Deus é realmente por nós? Por que ficar correndo atrás de sinais? Será que não percebemos que o resultado dessa busca incessante é sempre a abdicação da presença de Jesus? Portanto, tenha fé que não há maior prova de fidelidade que a Cruz. Confie no Seu Pai! Ele não te esqueceu nem te abandonou. Ele luta por você e vai fazer todas as coisas cooperarem para o seu bem (Rm 8:28)!

Walking Dead Gospel

Você certamente já ouviu a expressão “promessa de político”. Principalmente se você mora no Brasil e tem a obrigação de votar em todas as eleições… São muitas propostas bonitas – “Educação para todos”, “Saúde gratuita de qualidade”, “Segurança pública 24h por dia”, “Mais feriados no ano” – e pouquíssima coisa feita ao final do mandato.

Felizmente, nosso Deus não é político. Ele não colocou um monte de promessas na Bíblia só para conquistar seu voto. Todas aquelas promessas são reais. Ele tem toda a intenção de cumpri-las. Olhe comigo o que está escrito em Ezequiel 37 e, se tudo der certo, você terminará este texto 120% convencido disto.

 

“Então ele me disse: “Filho do homem, estes ossos são toda a nação de Israel. Eles dizem: ‘Nossos ossos se secaram e nossa esperança desvaneceu-se; fomos exterminados’. Por isso profetize e diga-lhes: Assim diz o Soberano, o Senhor: Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel. E, quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor. Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei e fiz. […]” (Ezequiel 37:11-14)

 

Deixe-me te dar o contexto: Ezequiel é levado a um vale cheio de ossos secos. Seguindo a instrução de Deus, ele profetiza aos ossos que voltem à vida. E eles voltam. Transformando uma pilha de esqueletos em um grande exército. No versículo 11, onde começamos a ler esta história, o próprio Deus começa a explicar o que aconteceu ali. Ele conta sobre um Israel sem esperança e sem futuro, e lhes dá duas promessas: (1) Ele abrirá os túmulos e trará o povo de volta a vida e (2) os trará de volta à terra de Israel.

Ora, essa é uma promessa MUITO louca. É bem mais fácil acreditar que Jesus cura, do que crer em um Walking Dead Gospel. Mas, preste atenção no que aconteceu pouco depois da morte de Jesus na cruz:

 

“Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.” (Mateus 27:52-53)

 

No momento em que Jesus morreu, os santos de Israel foram ressuscitados e voltaram à cidade santa. Exatamente como havia sido profetizado em Ezequiel 37! O Walking Dead Gospel aconteceu! A promessa era verdadeira. E é claro que era… Afinal, olhe como Deus termina a explicação do vale de ossos secos: “Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei e fiz” (Ez 37:14b).

Se Deus prometeu, Ele vai cumprir. Se Ele falou algo na Sua palavra, Ele vai fazer. Não há nada que possa impedi-lo. Nada é tão poderoso que pare o seu Pai de fazer o que ele prometeu! Acredite nisso! Porque o Senhor, seu Deus, fala e faz!

Inestimável Valor

Valor.

Em tempos de crise econômica, a primeira coisa que vem a sua mente ao ler esta palavra deve ser preço, contas, dívidas, “quanto eu tenho que pagar”, dólar, quatro reais, etc. Porém, valor vai muito além disso. Nesta palavra também incidem significados como estima, importância, relevância, legitimidade, utilidade. Isto é, qualidades que podem (e devem) ser muito bem aplicadas ao caráter ou à vida de uma pessoa. Mas o que será que define o valor de uma pessoa?

No Novo Testamento, Paulo escreve a seu amigo Filemom uma pequena carta de apenas um capítulo e 25 versículos – a menor e última carta de Paulo da Bíblia. Talvez em um primeiro olhar, ela não receba o mesmo valor que, por exemplo, Efésios, Gálatas ou Coríntios. Seja por relatar uma história sobre temas que já vimos em outros livros da Bíblia como perdão e restauração, pelo seu tamanho, ou até mesmo porque, convenhamos, Filemom não possui a mesma fama que João.

Mas que raios Filemom tem a ver com a definição de valor da vida de uma pessoa? Tudo.

Tal carta conta a história de Onésimo, cujo nome significa “útil”, um escravo de Filemom que havia fugido de sua casa, provavelmente levando algum de seus bens, e que de alguma forma encontrou com o próprio Paulo preso em Roma, vindo a se converter ao ouvir o Evangelho de Jesus. Logo, Paulo escreve a Filemom, seu amigo próximo cuja conversão também veio através de sua pregação, pedindo-o que receba Onésimo de volta em sua casa. Não mais como escravo, mas como irmão. Ou seja, Paulo pede que lhe perdoe seus erros e o tenha de volta como parte de sua família:

“Eu, Paulo, já velho, e agora também prisioneiro de Cristo Jesus,
apelo em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso.
Ele antes lhe era inútil, mas agora é útil, tanto para você quanto para mim.
Mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração. (…)
Talvez ele tenha sido separado de você por algum tempo, para que você o tivesse de volta para sempre,
não mais como escravo, mas, acima de escravo, como irmão amado. Para mim ele é um irmão muito amado, e ainda mais para você, tanto como pessoa quanto como cristão.
Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim.
Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta.
Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei — para não dizer que você me deve a sua própria pessoa.” Fm 9-19

Hum, esta história te parece similar com alguma outra que você já leu na Bíblia ou pelo menos em alguns dos textos aqui no Ritmos?!

Pois é, qualquer semelhança não é mera coincidência. A intercessão que Paulo fez a Filemom em favor de Onésimo nada mais é do que a representação da obra de Jesus completa e consumada na cruz por nós! Filemom, cujo nome significa “Que tem amor”, é a representação de um Deus amoroso que está sempre pronto a nos abraçar e nos receber de volta em sua casa, na sua família, a quem podemos chamar de Pai! Nós que éramos escravos do pecado (Rm 6), além de libertos, deixamos a condição de servos para sermos filhos de Deus. Assim como Paulo garantiu que pagaria qualquer dívida que Onésimo tivesse com Filemom, nós fomos comprados por Jesus. TODA nossa dívida foi PAGA! E pelo preço mais alto, o preço que o mundo jamais conseguirá igualar: seu próprio sangue! Aleluia! Nunca deixe ninguém, nem mesmo os seus pensamentos tirar de você o valor que você tem, pois simplesmente o seu valor é O SANGUE DE JESUS derramado na cruz! (1 Pe 1:18-19; Ef 1:4-6)

Naquela época a lei romana previa até mesmo a morte para um escravo fugitivo que fosse encontrado, Onésimo, um escravo inútil para Filemom (homem de muitas riquezas, que possuía muitos outros escravos), estava condenado à morte, assim como nós sem Jesus. “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”! (Ef 2:4-6)

Eu não sei vocês, mas eu não consigo conter a minha empolgação diante da grandeza e do extraordinário amor com que Deus nos amou e nos ama todos os dias das nossas vidas. E sabe o que é mais impressionante de tudo isso? Sabe por que, em minha opinião, Deus fez questão de colocar a história de Onésimo relatada na Bíblia, destacando um livro inteiro só para ele? Para mostrar que ELE. SE. IMPORTA. Sabe quem é Onésimo? Eu sou o Onésimo. Você é Onésimo. Deus, nosso Pai que nos ama incondicionalmente, nos conhece pelo nosso nome, se importa e cuida de cada detalhe da nossa vida! Assim como Ele se importou com a vida de um escravo qualquer, renegado, que havia cometido um erro terrível contra seu senhor e o encheu com sua graça transformando a sua vida, tornando-o útil não só para ele mesmo, mas também para outras pessoas, Ele se importa conosco e está transformando o nosso interior e nossas circunstâncias 24 horas por dia, 7 dias por semana!

O livro de Filemom não é sobre Onésimo, é sobre qualquer pessoa desse mundo, é sobre mim, sobre você. É sobre Deus mostrando que, se fosse preciso, Ele colocaria um livro inteiro na Bíblia apenas relatando a sua história, minha, ou de quem quer que seja só para que tivéssemos a noção do tamanho do nosso valor.

Declarados Justos

É provável que, em algum momento da sua vida, você tenha tido contato com a história da Criação. Caso você não seja desse planeta – descobriram água salgada em Marte, né? Vai que… (Brincadeira!) – e não tenha ideia do eu estou falando, deixe-me te dar um breve resumo: no início, não existia nada no universo. Na verdade, nem o universo existia. Era um imenso Nada. Aí, Deus começou a falar e tudo se fez. Passaram-se alguns milhares de anos e cá estamos nós lendo este texto. Pronto, acabou.

Essa história está longe de fazer qualquer sentido lógico. E talvez seja este o motivo pelo qual existem tantas teorias e tanta discussão a respeito da origem do universo. Eu não quero sequer chegar perto desta discussão, hoje! Tudo que eu preciso para passar minha mensagem é que você concorde com o que Hebreu 11:3 fala: que apenas pela fé somos capacitados a entender como, através da palavra de Deus, o Nada deu origem ao Tudo.

“Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é visível.” (Hebreus 11:3)

Acreditar nisto vai muito além de uma simples opinião sobre a Criação. Acreditar nisto tem efeito direto no entendimento de quem você é em Cristo. Quer ver? Leia comigo um trecho de Romanos na versão da Bíblia Amplificada.

“[…] Retidão, posição reta aceitável para com Deus serão garantidas e creditadas também a nós que também cremos, confiamos,  aderimos  a  e  descansamos  em  Deus,  que  ressuscitou  Jesus  nosso Senhor da morte, que foi traído e posto à morte por causa de nossos mal feitos e foi levantado para assegurar  nossa  justificação  (nossa  absolvição),  fazendo  a  quitação  de  nossas contas e nos absolvendo de culpa diante de Deus.

Consequentemente, uma vez que vocês foram justificados (absolvidos, DECLARADOS JUSTOS  e  receberam  uma  posição  reta  diante  de  Deus)  através  da  fé,  vamos  nos apegar ao fato que nós temos a paz da reconciliação para abraçar e para desfrutar paz com Deus através de nosso Senhor Jesus Cristo, o Messias, o Ungido.” (Romanos 4:24-25, 5:1)

Quero chamar a sua atenção para a expressão “foram justificados”. O motivo pelo qual eu escolhi ler na versão Amplificada é porque ela traduz melhor o sentido original que esta expressão tem. A ideia é a de um tribunal, onde o réu é, literalmente, DECLARADO JUSTO. Ou seja, onde um juiz declara, em alta voz, a inocência daquele réu.

Da Criação, percebemos que as palavras que saíram da boca de Deus foram o suficiente para criar algo. O mesmo acontece aqui. Quando Deus, na figura do juiz, declara em alta voz a nossa justiça, a justificação vem à existência. Na fração de segundos entre reconhecermos Jesus como seu Senhor e nosso próximo suspiro, Ele nos fez justos.

Perceba que Deus não precisou de matéria prima para fazer os planetas ou as estrelas. Antes, “aquilo que se vê não foi feito do que é visível”. Da mesma forma, Deus não demanda de nós ações e atitudes que viabilizem a nossa justificação. Entenda o seguinte: um andar correto é fruto da justificação, e não sua raiz. Primeiro nós somos justificados e, então, começamos a mudar a nossa maneira de viver.

Portanto, deixe de tentar conquistar a sua justificação. Ela jamais virá à existência com base no que você fez ou deixou de fazer. Muito pelo contrário! Deus já te declarou justo. As palavras criadoras d’Ele trouxeram a justificação à existência dentro de você. Não importa se as suas atitudes ainda não demonstrem isso. Da mesma forma que a Criação não deve ser entendida pela lógica, você precisa usar a sua fé para crer que você é justiça de Deus. Deixe de lado todo julgo e toda condenação. Abra mão desse fardo de se achar indigno de Deus. Ele já te fez aceitável e te garantiu paz e acesso direto ao trono d’Ele!

Escolta Armada

Se você mora no Rio de Janeiro como nós do Ritmos, então deve saber que não está nada seguro por aqui. Domingo de sol virou sinônimo de arrastão. Deu mole no ponto de ônibus e adeus celular. Vidro aberto enquanto está preso no trânsito (provavelmente durante muitas horas do seu dia…)  e “flw vlw” carteira. A coisa está preta! Mas, eu tenho uma boa notícia para você:

“Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos;” (Salmos 91:11)

Na verdade, eu poderia ter transcrito todo o salmo 91. Afinal, no versículo 4 ele diz: “Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor”. Tem também, no versículo 7, o famoso “mil poderão cair ao seu lado; dez mil, à sua direita, mas nada o atingirá”. Sem falar no verso 10 que nos promete que “nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda”. E por aí vai…

O problema é que muitas pessoas conhecem o salmo 91, mas ainda vivem inseguras e apavoradas por aí. Então, deixe-me te mostrar a promessa de segurança que Deus tem para você, através de dois personagens superstars da Bíblia: José e Eliseu.

José é para muitos estudiosos o símbolo mais completo de Jesus no Antigo Testamento. Sua história é muito – muito mesmo! – parecida com a de Jesus. Por ora, quero focar no momento em que seus irmãos o jogam no poço e simulam sua morte. Eles pegam o sangue de um animal, mergulham a túnica de José e a levam a Jacó. Este momento fala profeticamente sobre o Cordeiro pascal que seria traído pelos seus próprios irmãos (Israel) e morreria na cruz pelo pecado de todos nós. Lembre-se que os soldados romanos jogaram sortes pela túnica de Jesus – um objeto simples que corrobora este paralelo. Dito isso, é importante entendermos onde tudo isso aconteceu.

Respondeu o homem: “Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: ‘Vamos para Dotã’.” (Genesis 37:17)

Dotã não é o lugar mais badalado da Bíblia. Na verdade, só é citado duas vezes durante todo o livro. A primeira é na história de José que acabamos de ver. A segunda, é em 2 Reis 6.

“Ordenou o rei: “Descubram onde ele está, para que eu mande capturá-lo”. Quando lhe informaram que o profeta estava em Dotã, ele enviou para lá uma grande tropa com cavalos e carros de guerra. Eles chegaram de noite e cercaram a cidade. O servo do homem de Deus levantou-se bem cedo pela manhã e, quando saía, viu que uma tropa com cavalos e carros de guerra havia cercado a cidade. Então ele exclamou: “Ah, meu senhor! O que faremos?” O profeta respondeu: “Não tenha medo. Aqueles que estão conosco são mais numerosos do que eles”. E Eliseu orou: “Senhor, abre os olhos dele para que veja”. Então o Senhor abriu os olhos do rapaz, que olhou e viu as colinas cheias de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu.” (2 Reis 6:13-17)

O lugar onde José desceu ao poço e quase foi morto, apontando simbolicamente para a morte de Jesus na cruz, foi onde Deus protegeu Eliseu do exército inimigo. Suspeito, então, que existe uma relação direta entre esses dois acontecimentos: a cruz e a proteção de Deus. E como existem! Jesus venceu sobre as trevas na cruz e tudo que possa te trazer medo, perigo ou insegurança.

Mais que isso, Deus literalmente enviou anjos a respeito de Eliseu. Exatamente a escolta armada que Salmos 91 nos promete. E perceba que não são anjos bonitinhos e fofinhos armados com harpas e flautas. São anjos de guerra montados em cavalos e carros de fogo e armados até os dentes. Em outras palavras, Deus mandou o BOPE dos céus por Eliseu.

Entenda o seguinte: o inimigo sempre tentará desafiar a sua fé sobre aquilo que Jesus conquistou para você. Então, medite continuamente sobre isso. Sempre que estiver na rua lembre-se e confesse que os anjos do BOPE do Senhor estão te guardando e te protegendo. Lembre-se e confesse que mil poderão cair ao seu lado; dez mil, à sua direita, mas nada o atingirá. Lembre-se e confesse que nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda. Lembre-se e confesse que Jesus é a sua segurança!

Mixed Feelings – Parte 2

Você já teve aquele famoso “momento eureca”? Aquele momento quando, de repente, uma luz se acende no meio do seu cérebro e “tcharan!”, tudo faz sentido. Sabe do que eu estou falando? Deixa eu te ajudar um pouquinho mais. É aquele momento pós-prova ou pós-reunião-super-importante-da-vida, quando a resposta/ideia que você tanto precisava simplesmente brota na sua cabeça como se fosse a coisa mais simples, lógica e trivial do mundo. Certamente você já teve um desses.

A verdade é que o povo de Neemias 8 teve uma espécie de momento eureca. Deixe-me refrescar sua memória sobre essa história antes de ir mais fundo sobre isso. No sétimo mês do ano, o povo de Israel fez tipo um abaixo-assinado e pediu que o sacerdote Esdras lesse o livro da Lei. Como bom sacerdote, Esdras montou um palco de madeira, chamou vários amigos, abriu o livro e o leu do amanhecer até o meio-dia. O problema é que o povo começou a ficar triste e a chorar. O que, na cabeça de Esdras não fazia o menor sentido. Então, ele decidiu chamar reforço. E é aqui que eu quero começar a ler a história.

“Os levitas tranquilizaram todo o povo, dizendo: “Acalmem-se, porque este é um dia santo. Não fiquem tristes!” Então todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada tinham preparado e para celebrar com grande alegria, pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas.” (Neemias 8:11-12)

Não parece que o povo teve um “momento eureca”? Eles estava chorando bicas e, só de ouvir as palavras dos levitas, decidiram que era hora de fazer uma baita de uma festa. Suspeito que alguma luz acendeu dentro da cabeça deles que os fez mudar de ideia. Mas, o que?

Se você olhar as palavras dos levitas, não vai achar muita coisa útil. Eles são muito claros e diretos. Não tem nenhuma super-mensagem subliminar, ou um jogo oculto de palavras hebraicas. Nada disso. É tão simples quanto parece.

Então, esse “momento eureca” deve ter vindo de outro lugar. E veio. Vamos voltar alguns versículos e ver quem exatamente eram esses levitas.

“Os levitas Jesua, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaseias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã e Pelaías, instruíram o povo na Lei, e todos permaneciam ali.” (Neemias 8:7)

Como já vimos no texto Mixed Feelings – Parte 1, a Bíblia não é detalhista à toa. Nomes como esses têm significados. E mais, nomes juntos volta e meia escrevem uma mensagem maior. Olhe só.

Jesua – Deus salvará                                        Maaseias – A obra de Deus

Bani – Construido, criado                                  Quelita – Atrofiado

Serebias – Deus mandou fogo consumidor       Azarias – Deus ajudou

Jamim – Mão direita                                          Jozabade – O Senhor deu poderes a

Acube – Insidioso, traiçoeiro                              Hanã – Graça

Sabetai – Repousado, descansado                   Pelaías – Deus é notável

Hodias – Meu esplendor é Deus

Deus salvará a criação. Deus mandou fogo consumidor à sua mão direita, que é Jesus Cristo, para que o traiçoeiro (pecador) encontrasse descanso. O meu esplendor é Deus! A obra de Deus ao atrofiado (pecador) ajudou, pois o Senhor deu poderes a Graça. Nosso Deus é notável!

Esse foi o “momento eureca” do povo: entender que Deus deu poderes a Graça! O plano d`Ele para a sua vida é um plano de salvação e descanso! Jesus consumiu todo o fogo da ira de Deus para que você desfrute única e exclusivamente do amor e do favor d`Ele. Eu não sei qual o seu problema hoje, mas confie n`Ele. O seu Deus é notável e a graça  d`Ele irá suprir tudo aquilo que você precisa hoje!